A “Aurora” infinita de uma CRIATURA

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Depois do que foi para nós o melhor concerto do Festival Bons Sons, aparece finalmente depois de dois anos de gravações, o que poderá ser a melhor revelação na música popular portuguesa.

“A CRIATURA é um bando repleto de músicos, fotógrafos, cantadores, técnicos, produtores, videografos, artistas. Todos eles são criadores. Também eles são criaturas.” Aurora conta-nos uma história tipicamente lusitana, através de um caminho que só nós humanos sabemos percorrer, com mais ou menos sabedoria.

E escrevo este artigo enquanto ouço “Aurora”, e se por momento fechos os olhos para ser transposta para outro lugar, lá fico sem ter noção do tempo. A mistura de influências, sonoridades, vozes e instrumentos são o ponto forte deste álbum. Mas não é só no estúdio que o sabem fazer bem e isso define uma banda que tem alma, que canta como quem gosta de cantar, que fecha os olhos e nos fecha os olhos também.
O cantar da guitarra portuguesa será sempre das “vozes” que mais choram, e o cante alentejano encabeçado pelo Grupo Coral e Etnográfico da Casa do Povo de Serpa, terá sempre o rasgar mais saudosista de sempre. CRIATURA torna-se assim a melhor transposição de sentimentos, a verdadeira música com profundidade, um marco português.

Se quem tem mãe tem tudo, este álbum tem uma mãe dentro e todos os acessórios, objetos, brincadeiras de uma vida desde o nascimento à morte com a espacialidade de uma Aurora infinita.

No dia 27 de Fevereiro acontece o concerto de Apresentação no TEMPO – Teatro Municipal de Portimão pela 21.30h. Porra!

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