Festival Bons Sons é bom de lembrar e impossível de esquecer.

Há festivais de verão, e depois há o Bons Sons que transparecem uma pura noção do que é uma realidade feliz. O amanhecer no parque de campismo podia ser mais ou menos atribulado, mas todos partilhávamos daquela dor natural do primeiro banho fresco, da cara inchada, do cabelo despenteado, mas de um sorriso natural.
Havia tendas para todos os gostos, e até mesmo quem tivesse um pequeno resort com direito a piscina junto à tenda. E quanto invejámos aquela piscina!
Quanto aos almoços, havia quem tivesse o requinte de uma bela churrascada ou simplesmente um pão de hamburguer com uma lata de salsichas. Mas os que madrugavam preparavam-se bem cedo para ir viver a aldeia. Todos eles nos ultimos dois dias levaram com a nossa publicidade barata e mal amanhada, para não fugir à imagem das restantes mensagens penduradas. Hoje recebemos com gosto os gostos e comentários de quem passou e viu de quem se encontrou nas nossas imagens.

As tardes eram quentes, mas a animação fazia-nos sentir bem nós queriamos era estar na rua, deitados no largo tapete verde a assistir ao soundcheck ou a levar com uma bela borrifadela da equipa simpática e preocupada do bons sons que nos gostava de manter frescos. As correrias começavam entre os palcos do festival, quase sem respirar éramos completamente absorvidos por boas escolhas musicais e por espaços cheios de cor e história.

Bons Sons 2015 | Dia 4

Não vale a pena comentar as prestações musicais, obviamente que é um festival de música mas cada um sentia-a à sua maneira. A música portuguesa merece todo o reconhecimento, foi com ela que passámos quatro dias e não precisámos de importações caras, quando o talento está todo cá. O Bons Sons não é só bom som, são bons risos, são correrias, são saltar à corda, são idas ao mini mercado ou ao café da Tonita onde toda a gente ia para carregar o telemóvel ou aproveitar a internet e encher a caneca.
O Bons Sons é a mistura de gerações, e é o respeito pelos gritos e correrias das crianças e pela sombra religiosa dos mais velhos, são os cheiros das farturas, e a barraquinha do gin bem iluminada.

Sem título
Para nós que não nos limitámos a ir viver a aldeia, mas sim mostrar aos outros como é viver a aldeia, foi realmente inspirador e vimos Cem Soldos como um lugar onde com dedicação e empenho conseguíamos fazer o que gostamos de fazer com a cor de verão e com os sorrisos infantis, com a luz e o fumo dos palcos, e com a simpatia dos vizinhos campistas. O Festival Bons Sons é impossível de esquecer e esperamos ansiosamente por 2016 porque felizmente a aldeia vive-se todos anos a partir de agora! Até para o ano, com saudade.

Bons Sons 2015 | Sequin

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