Indie Music Fest 2015 | Resumo Terceiro Dia

O último dia do Indie Music Fest nasce logo ao primeiro raiar do sol, onde não houve tempo para dormir. As guitarras e cânticos fizeram-se soar durante toda a noite, onde a festa não pára até ao fim do festival. Lentamente, as tendas abrem-se, as guitarras continuam e os almoços preparam-se, para poder resistir ao último dia.

É a pouco e pouco que segue o rumor de um “concerto secreto” num lugar a desvendar, onde um autocarro levaria cerca de 40 pessoas a um local desconhecido pelos festivaleiros. Sem saber o nome do artista que iria atuar, decidimos então não perder esta oportunidade única de assistir a um dos pontos altos de todo o festival. Rui Taipa viria a tornar um miradouro num sítio mágico, em meia hora de música deliciosa e intimista, onde se viram muitos sorrisos e proximidade entre público e músico. Uma palheta rosa entregue a Joana, e segue-se um bonito momento de poesia. Uma memória para levar deste festival.

De volta ao bosque mágico, fazem-se ouvir bandas como Old Yellow Jack, Thunder & Co, Toulouse, ou Big Red Panda. O público começa a juntar-se para a despedida, aguardando ansiosamente os cabeça de cartaz do festival.

Não se enganem, que de florzinhas esta banda não tem nada. Com uma atitude invejável, os The Sunflowers entregaram um concerto cheio de energia num palco que claramente, foi demasiado pequeno para o público irrequieto que se apresentava. Sem medo de voltar a usar o vestido apresentado em “I’m a Woman, I’m a Man”, houve espaço para slide guitar com Super Bock, crowd surf, e muito mosh, onde nem um microfone a descarregar choques elétricos impediu de se fazer a festa.

 

Os Keep Razors Sharp mostraram a sua maturidade num concerto sem reservas, para um público faminto de rock e vontade de dançar. A química musical nesta banda é impressionante, o que resulta numa sonoridade inigualável e surpreendente, tornando-se num dos concertos mais competentes de todo o festival.

 

O quarteto lisboeta era indiscutivelmente, das bandas mais aguardadas de todo o festival. Como ser mãe não deve ser nada fácil, Cláudia Guerreiro foi substituída por Makoto Yagyu, amigo próximo de toda a banda, no lugar do instrumento de quatro cordas. Apesar de um início algo improvisado, desde cedo se fizeram soar os cânticos familiares de uma banda que sabe como ninguém por centenas de pessoas a cantar consigo. Por entre muita distorção, suor, mas acima de tudo, sentimento nas palavras que se gritam ao microfone, os Linda Martini fizeram a última festa no palco IMF do Indie Music Fest, onde houve ainda tempo para nomear este festival como o “mais fofinho e delicioso de todo o Norte”. Palavras de Álvaro Costa.

A banda de Alcobaça não podia ter sido a melhor opção para último concerto do Indie Music Fest, onde foram sem dúvida das bandas que mais nos surpreenderam. Com uma energia elétrica e pura, contagiando toda a gente, os Stone Dead revelaram-se numa força imensa de rock e peso para a despedida inevitável. Sem dúvida, uma das vitórias do festival.

Agora com o bosque mágico para trás, ficam as saudades dos concertos, das guitarras do acampamento, da simpatia entre campistas, e de todo o ambiente intimista do Indie Music Fest. Apesar do pó exagerado no ar, e de alguns problemas técnicos ao longo do festival, fica a certeza de que o Indie Music Fest é um tesouro do Norte no que toca a festivais de Verão, recheado de momentos deliciosos para recordar em edições futuras.

O Indie foi stalkado, e de certo que será mais vezes. Até já.

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