Quintanilha Rock responde aos stalkers

O Quintanilha Rock despertou a nossa curiosidade, decorre no inicio do mês de Julho e era desconhecido para nós, tanto mais que pensámos que era a sua 3ª edição, mas afinal já lá vão 15!
E para quem não conhecia, esta entrevista vai deixar-vos ainda mais curiosos e com vontade de não perder mais um ano de Rock. Quem conhece, vai certamente chorar de saudades e querer voltar!

. Para quem não vos conhece, quais são as principais características do Quintanilha Rock?
O Quintanilha Rock é um festival de música alternativa, de entrada gratuita, que tem lugar na aldeia de Quintanilha, em Bragança. Desde o seu início, em 2001, o festival tem mantido algumas características peculiares, como o facto de se realizar numa zona protegida como é o Parque Natural de Montesinho, separada de Espanha apenas pelo rio Maçãs. Este festival caracteriza-se por ter também uma forte componente comunitária na sua organização e de aliar a música à gastronomia e à ecologia.


. A preparar a 15º edição, como organizadores o que é que certamente não vão mudar no conceito do festival? E o que é que mudariam se pudessem?
Na perspetiva de democratização de acesso à cultura, numa região onde são conhecidas algumas dificuldades, vamos manter o acesso ao festival gratuito para todos os participantes. Esse é um dos nossos desígnios e um compromisso que queremos assumir para o futuro. Esperamos também, já na edição de 2015, poder melhorar as condições logísticas e de acolhimento de quem nos visita.

. Qual a reação do público ao Quintanilha se passar numa aldeia, onde pelo que vemos se misturam gerações?
A reação do público não podia ser mais fantástica e a prova disso é que, ao fim de pouco tempo, todos se sentem habitantes da aldeia. Passam a ser mais um dos amigos que come presunto e bebe vinho tinto na adega do Fanhascas ou que falam do cultivo das terras com uma senhora de 80 anos. Enquanto se assiste a essa interação entre todos, novos e velhos, residentes e visitantes, batem o pé ao som se um DJ que está a tocar um som experimental. É muito curiosa e recompensadora toda esta troca de experiências e espírito de partilha que se vive no Quintanilha Rock.


. Qual a principal inspiração para o cartaz deste ano e como é que estão a construí-lo, através de bandas que já tinham sido pensadas previamente, ou tem sido uma construção gradual?
Programar um festival de entrada gratuita e com poucos apoios é quase uma odisseia, por isso mesmo tem sido um processo gradual e tem evoluído paralelamente à tentativa de captação de mais apoios e patrocínios. Partimos de algumas premissas essenciais como querer ter bandas portuguesas que estão na linha da frente do movimento alternativo. Por essa razão já assegurámos a presença de Octa Push e de Los Waves. O facto de sermos um festival de fronteira é um vector importante na nossa programação, daí a nossa opção pender também por bandas espanholas ou que cantem em espanhol. É esta a razão de termos incluído Los Nastys, de España, e Little Jesus, do México. A programação do festival vai continuar nesta linha embora tenhamos a esperança de ainda conseguir trazer algumas bandas internacionais, provenientes de outras geografias.


. Porque a mudança de um festival de dois para três dias?
Esta foi uma das primeiras e mais pacíficas decisões da organização para a edição de 2015. Enquadra-se numa estratégia de crescimento sustentável e de afirmação do Quintanilha Rock na região e no panorama nacional dos festivais de verão.


. Por fim, o que é que já podemos saber sobre a edição de 2015, e para quando mais novidades?
Nos próximos tempos vamos anunciar algumas novidades, não só em relação ao line-up, como em relação à componente gastronómica do festival, muito ligada a alguns produtos típicos da região.
Vamos apostar também num programa de intervenções artísticas de fotografia, instalação e ilustração/pintura em Quintanilha e em iniciativas de residência, produção e criação musical. Vamos também dar uma atenção especial à sustentabilidade ambiental do festival.
E se ainda não estás satisfeito (não entendemos porque), mas contamos que com um cartaz mais preenchido, estes festivaleiros falem connosco de novo para vos convencer a visitar Quintanilha… e darem uma miradela à Espanha. Se já têm viagem marcada, aproveitem para partilhar connosco as vossas fotografias usando a hashtag #stalkingproject ou #eusoustalker !!

Free Web Hosting