Bons Sons 2019 # Dia 4 [Foto-reportagem]

O quarto e último capítulo de uma história de amor é sobre não querer voltar à realidade. Dizer adeus a Cem Soldos e ao Bons Sons é dizer adeus a ser nós próprios depois de quatro dias de pura ingenuidade e simplicidade. Estar ao sol, saltar à corda, correr pela aldeia, estar com os amigos, sentar no chão e assistir a um concerto, dançar, cantar … ser o que mais gostamos de ser! Sobre música falamos de alguns dos destaques do dia: Vozes Femininas e o projeto Música Portuguesa a Gostar dela Própria, os viseenses e amigos Galo Cant’às Duas, o inesperado Pedro Mafama, a doce Luísa Sobral e as suas histórias e por fim talvez o artista mais aguardado Dino D’Santiago.

A figura de Tiago Pereira é agora a de um pai de todos nós, desvendando e educando-nos acerca das tradições deste nosso Portugal, que ainda batalham para se fazer ouvir e sentir.
A verdade é que quando as coisas saem diretamente daquele pedaço de carne a que chamamos coração, tudo ganha uma nova forma, numa nova dimensão. É exatamente isto que acontece com a música dos Galos.
Vestido todo de vermelho-sangue, que nem um messias da nova geração, desbravou terreno perante uma plateia que foi ganhando gosto aos passos de dança que iam surgindo.
Luísa Sobral é, para além de extraordinária musica e compositora, uma enorme contadora de histórias, o que só cria uma empatia e suspense maior na altura de acompanhar as letras.
Qual maestro de vontades, ordena as palmas e as ancas de cada um de nós como bem lhe apetece, e a partir daqui é sempre subir. A música cabo-verdiana é mesmo assim: se não contagia à primeira ou  à segunda, tenta mais meia dúzia de vezes até termos as pernas doridas. E depois disso, continuaremos a dançar. (DIno D’Santiago)

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